quinta-feira, 19 de maio de 2016

sinceras mentiras

quando em sua cama, nua, não mentirei
mais das mentiras cruas
ao som dos fôlegos suplicantes,
ecoando entre os lençóis da nossa carne,
que um dia resolvi contar

entre os goles dos nossos beijos,
já não guardarei mais os segredos
que um dia jurei nunca mais esconder

se hoje me vês nua
com seus joelhos em minhas costas
e os gemidos em seu ouvido
é porque me entreguei toda aos seus suplícios
que lutavam contra mim todas as noites

se hoje me vês agora
vestida ou despida
é porque não há mais nenhuma despedida
que me faça encerrar o contrato

quando nua em sua cama,
não adicione drama à nossa querida trama
aceite alguns beijos roubados
e durma em paz ao meu lado
que a minha pele dolorosa

já não mente mais.

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