domingo, 30 de março de 2014

rio de janeiro

eu amo essa cidade
pelos perigos que ela têm
cada luz nova que se acende
em um apartamento
é o perigo de alguém
estar tão triste quanto eu.

domingo, 23 de março de 2014

ao amor

Amor. Meu grande amor, 

eu estou perdida e tem uma derrota em particular que eu não quero admitir. Apenas uma. Mas eu admito a derrota das escolhas erradas, equivocadas. Na verdade, eu admito as derrotas que ainda não se provaram derrotas, mas que possuem derrocadas demais para um dia tornarem-se algo além de derrotas. Eu não tenho vergonha de admitir minha covardia, tão pouco de admitir meus medos. Eu tenho é esse medo de ser derrotada por essa coisa louca chamada expectativa. Chamada lirismo. Essa coisa que é só minha. Eu tenho medo de ser derrotada por mim mesma. Ser derrotada por aquilo que eu sofro. Ser derrotada pela minha solidão, pela minha falta de jeito, pela minha falta de tato. Ser derrotada pelas minhas derrotadas passadas, por coisas que eu nem deveria me lembrar ou lamentar. Eu tenho medo de mim e da minha falta de verdade. Não das minhas mentiras, pois elas me são tão esporádicas ultimamente... mas pela minha falta de verdade em mim mesma. Eu tenho medo de ser derrotada pelas minhas saudades, pelas minhas recuadas insanas em mergulho das minhas inocências. Eu tenho medo de ser acorrentada por isso para sempre, com medo até de me comunicar com você, entendo que você pode rejeitar-me de novo. Mas você não faria isso, porque eu te conheço. E se eu me conheço bem, eu sei que todas as mudanças que prometi se darão lentas, tão gradativas quanto o meu medo de falar. O negócio é que eu não sei falar, você sabe. Eu me embolo na confusão da minha mente sempre tão sonhadora e tudo se enrola quando chega à realidade. As palavras disléxicas são uma culpa minha, uma culpa de uma constante revolução que eu tento empregar na língua. Mas isso são sonhos bobos, nem tão sonhados assim, que se perdem com uma leve brisa de vento que leva minha distração. Ah... Meu grande amor. Eu quero sentir teu beijo de leve, de novo. E poder te dizer adeus pra sempre. E quem sabe assim, um dia, nesse replay, eu não tenha que te dizer adeus nunca mais.

sexta-feira, 21 de março de 2014

uma mensagem de amor

fui da cozinha até o altar bem rapidinho, né, gostosa?
tua janta me serviu dois pratos e lambi teus beiços
nos lençóis mais nus daquela cama crua, que delícia!

a não ser que eu tenha esquecido da sobremesa!
eu não me esqueci não... das tuas coxas lindas
servidas pra mim
esparramadas nas janelas indecentes do meu quarto
da minha sala 
o teu cabelo solto no meu ralo
e eu comprando prazer a uns vinte reais naquela ruela
suja e sem graça e silenciosa
do nosso bairro insosso meio sonso do Rio de Janeiro

ah, e a vontade de te encontrar sem motivo
meio sem vergonha meio até sem vontade
sem importância
meio sem a vitrine, meio sem os vinte contos
meio até sem camisinha... 
sem limite
você querendo sem gracinha.

eu quero a gracinha, quero tudo
quero mover assim, os seus quadris 
e nas pontas dos pés te ver sambar
e nem que seja só pra estar pertinho daquela
pintinha da tua bunda linda
vem me fazer companhia
na minha rotina
na minha cama
na minha linha
na minha música
e na minha poesia.

quinta-feira, 20 de março de 2014

"deixa eu te beijar até você sentir vontade de tirar a roupa..."

por mais garotas com instinto de aventura e de menina solta. 
por mais pessoas que entendem que a vida pode ser melhor sendo tão louca.
por mais sorrisos que serão raios de sol.
por mais amores verdadeiros. 

por mais simplicidade e paciência, vai, estamos precisando.
axé!

sexta-feira, 14 de março de 2014

deite comigo

quando na mudez dos teus silêncios
eu encaixar alguma tristeza:
não esquenta, 
eu divulgo através dos pés descalços,
assados de tanto andar,
um assanhado sorriso falso
que vai tentar te enganar

e dentre as frestas trêmulas
dos meus problemas mais profundos,
enquanto na superfície da tua cama
eu não sofrer por mal algum,
eu entendo as tuas dores 
e esqueço das minhas em sonhos
lindos de meus delírios 
mais profundos

não serei musa dos teus problemas
e nem reza pras tuas enfermidades
mas serei a distração mais gostosa
dos teus dias mais terríveis 
e dos mais agradáveis
isso eu posso garantir
se para todas as mentiras mais lindas
eu já prometi mentir


another fucking poem for you

you are taking my soul out
bringing me into the darkness of your absence
crying over your dying body
crawling into the moon
I take myself to another
and this another
ain't never going to be you

irreversível

eu tenho um espetáculo pra te apresentar
eu abro as cortinas pra te ver sorrir
e pra te ver chorar, embora você não chore
e embora pouco sorria

eu tenho um espetáculo
com um lindo coro
pra te cantar
pra te mostrar que ainda sou sua
inteira ou pela metade
indiferente ou irreversível

o palco do espetáculo é o mundo
quando com você eu esbarrar,
dentre as cortinas do mar nas costas
de uma praia insossa,
e a gente se encontrar sem graça,
vai ser uma vibe linda, você vai gostar

você vai gostar de ver meus olhos
mais uma vez
minha boca
meu silêncio
vai gostar de me tocar
e de conversar sobre as constelações
vai gostar de me amar
e não vai ter medo de mim

dessa vez, seremos o fim
que nunca devia ter tido um começo.

quarta-feira, 5 de março de 2014

"a eternidade tem as suas pêndulas"










nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.

um dia eu fui

Um dia eu fui Ana, mas isso hoje parece estar tão longe de mim que me esqueci demais. Só que ser Ana não é tarefa fácil. Ser Ana inclui ser de alguém, sendo minha própria. Eu fui Ana como nunca fui Marina e como ainda não me orgulho de ter sido Ana, amando em Jade e embarcando Marina. Mas enquanto fui Ana, não tive medo de perder ninguém, a não ser a mim mesma. Enquanto fui Ana, meus ossos suaram o medo e absorveram a força. Enquanto fui Ana, fui também aquilo que não deveria ter sido, pois eu nunca fui Ana! Mas eu me vou... Jade, Marina ou Ana. E embarco hoje. Um beijo,
adeus.

segunda-feira, 3 de março de 2014

the moon song

I'm lying on the moon
My dear, I'll be there soon
It's a quiet starry place
Time's we're swallowed up
In space, we're here a million miles away

There's things I wish I knew
There's no thing I'd keep from you
It's a dark and shiny place
But with you my dear
I'm safe and we're a million miles away

We're lying on the moon
It's a perfect afternoon
Your shadow follows me all day
Making sure that I'm okay and
We're a million miles away